segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

[?]

Numa conversa com uma amiga, chegamos a incrível conclusão que ser incógnita o tempo todo é ter medo.
Por que as pessoas têm medo de mostrar? Por que se escondem?
Perguntas e mais perguntas que não possuem respostas concretas. O engraçado de tudo é que sempre queremos encontrar respostas para as perguntas que não tem - ou pensamos não ter.
Convencemo-nos - ao final - que o melhor é desistir de várias coisas do que acalentar para nós mesmos uma resposta. Não concretizada, surrelista. É o caminho para tudo o que achamos não obter resposta.
Ser incógnita é não querer tocar e nem ser tocado. É deixar de descobrir e ser descoberto. É de certa forma parar de viver.
Então... Para quê ser uma? Simplesmente, para não sofrer!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Eis as questões!



É engraçado como você mexe comigo e o jeito que me trata.
Eu estou confuso, não sei o que fazer nem o que falar quando diz me amar.
Encho-te de beijos, de carinho, amo-te, e olha no que transformamos este amor... Em distância, medo, desespero, angustia...
O medo faz com que tomemos atitudes não pensadas que podem causar mais distância e mais medo posteriormente. Foi o que aconteceu e é o que acontece.
Eu não quero simplesmente ter que me desdobrar em vários pedaços para que você fique comigo. Não quero largar tudo. Não peça! Não queira!
Não irei mudar meu jeito e nem você o seu. O que faremos?
Eu pergunto como o amor pode sobreviver tanto. Que força é essa que não deixa eu parar de pensar em você? Não deixa eu parar de querer e de sentir você. Por quê?
Só quero que saiba que estou pensando em você mesmo que não demonstre.
Os namorados vão e voltam. Ou simplesmente, vão.
O que será de nós? Dúvidas e mais dúvidas.
Já escrevi tanta coisa para tanta gente, mas não sei o que escrever agora – pra você. Faltam-me as palavras em várias áreas da vida neste momento. Muita coisa mudou. Cresci mais rápido do que eu imaginava. Antigamente, as pessoas cresciam de acordo com sua potência de idade e inteligência. Hoje, somos obrigados a crescer rapidamente e a vida passa, sem pedir licença. E também não te pergunta se você já está pronto para crescer. Ela apenas quer que você esteja! E eu, eu estive? Não sei! Só sei que cresci. E você, você cresceu? Esse é um dos meus medos.
Beijomeligaemeame!

domingo, 16 de agosto de 2009

Divã - Capítulo 7


DESPEDIDA


[Eduardo] Já conheci várias pessoas, de vários tipos diferentes, mas sempre tem aquele ou aquela que nos cativa.

Pois é, comigo não é diferente.

Desde que comecei a entrar na internet, vivo rodeado de pessoas: seja virtualmente ou pessoalmente. O fato é que me sinto super bem dentro de um mundo, seja ele real ou não. Pergunto-me – às vezes – por que sou assim e o pior, não obtenho respostas.

Ontem eu estava conversando com um novo amigo virtual e constatei que ele me conquistou de uma maneira que poucas pessoas fizeram. Acho que quando Deus elaborou minha mente, meus costumes, Ele fez questão de colocar uma sensibilidade de percepção de caráter. Engraçado? Demais. Até hoje não entendo que coisa é essa que estou definindo agora, o fato é que inventei isso – ou alguém inventou.

Meu melhor amigo – você irá rir – é virtual. Chama-se Victor e tem olhos verdes. Um amor de pessoa: atencioso, amoroso, cuidadoso, alegre, carismático, fiel... O que querer mais de uma pessoa, além disso? Poucas são as pessoas que me deixam assim. Que influem na minha vida dessa forma. E ele faz isso.

Além desse detalhes que fazem toda diferença, adoro estar com os amigos “reais”. Eles me fazem super bem. Quando estou precisando de um abraço, graças a Deus, sempre tem um por perto, ou que está interessado em fazer isso. Deixei muita gente para trás, Dra. Laura, mas eu também fiz muita coisa agora, no presente.

Resumindo minha história: EU SOU FELIZ! GOSTO DE SER QUEM SOU E QUERO CONTINUAR SENDO.

É ruim quando passamos pela vida e não construímos nada, ou pensamos que nada foi feito. É totalmente humano achar isso, mas é cruel também.

Como diz um dos meus autores preferidos, Fernando Pessoa: “Às vezes ouço passar o vento; e de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.”. Isso é o que faz minha vida andar, ter o nascimento dia após dia.


- Simplesmente emocionante, Eduardo. É uma pena que seja sua ultima visita ao meu consultório.

- Pois é. Eu estou me mudando novamente, outra cidade, outros amigos, mais uma história.

- Então tá! Olha, mande noticias sempre que possível. Você tem meu numero e também meus outros endereços eletrônicos, fique a vontade.

- Pode deixar Dra. Acabamos como amigos, e isso para mim é perfeito. Muito bom! Mais uma vez obrigado, precisava realmente dessa experiência. Vemos-nos pela vida.

- Com certeza, Eduardo.


Despedimo-nos com dois beijinhos no rosto e logo deixei a sala. No fundo, eu realmente iria sentir falta daquela nova amiga, daquele divã e das coisas que contara ali. Contara para uma pessoa que no início era apenas estranha e que depois se tornou a segunda pessoa que mais sabia de minha vida.


...FIM!





domingo, 26 de julho de 2009

Divã - Capítulo 6



A VERDADE QUE ANTES DOÍA

[Sofia dizendo...] A verdade que ninguém gosta é... Nenhum casal se faz 100 por cento. Pode-se chegar a 99, mas nunca 100. Nenhum relacionamento é inteiramente homogêneo, tem lá suas partes que não se dão. Cada um é cada um. Nunca vão se misturar completamente, nunca vão se fazer felizes inteiramente. Mesmo estando juntos, cada um terá seu problema, cada um desejará alguma coisa individual do que o seu parceiro quer.

- Você é tão nova, mas parece que já viveu muitas coisas para saber disso tudo.
- Sim Dra Laura. Acho que mesmo jovem assim, passei por provações do coração que nenhum ser gostaria
de passar. Eu cansei de falar essas coisas para o Du.
- E ele não escutou, estou certa?
- Não! Mas ele também é muito mais forte do que eu. É certo quando dizem que quando acontece conosco, é dificil enxergar.
- Vou chamá-lo para continuarmos a conversa.

Entro na sala da Dra Laura e vejo Sofia com os olhos cheios de lágrimas, mas ao mesmo tempo sorrindo para mim.
Dou-lhe um abraço e Laura pede para que eu sente ao lado dela.

- Então Eduardo, você sabe muitas coisas da sua amiga, ela também sabe muito de você. Fiquei impressionado como
vocês se completam numa verdadeira amizade.
- Sim. Nós somos ótimos nisso.

Nós três rimos, parecia uma gargalhada só.
Depois que entrei no ambiente, Laura pediu para que Sofia continuasse a falar. Mas agora que ela falasse exclusivamente de mim, se possível.

Eu conheci o Eduardo no colégio. Estudávamos juntos. Todos falavam que ele era gay, mas eu nunca tive a prova. Quando descobri, nós começamos a ser mais amigos. Eu confesso que tinha muito preconceito em ter amigos desse tipo, gays, mas ele era tão puro, tão verdadeiro que nem havia como não se apaixonar e querer um amigo assim. Foi aí que ficamos mais e mais amigos. Descobri que ele estava ficando com um rapaz de São Paulo e me contou tudo. Comecei a ajuda-lo e ele a mim. Nossa!! Como viviamos coisas parecidas... Era até engraçado, muito mesmo: duas pessoas de sexos diferentes vivendo coisas muito parecidas. Eu até poderia escrever um livro contanto minha história, porém eu sendo ele, poucas coisas ficariam contrárias ou não existiriam. Ele sofreu, chorou, quis até se matar... Eu lembro. Olhos vermelhos, inchados, boca rachada, pele muito pálida de não comer, horas na frente do computador esperando que o dito cujo entrasse... Enfim, um sofrimento do coração. Um sofrimento que ele não fazia muita questão de esconder. De tapar. Foram dias de angustia. Parecia que eu sentia junto com ele. Ah! E teve outro detalhe. O que mais deixava-o triste, era o fato de que ninguém da família via o sofrimento. Ninguém via a angustia e nem a vontade de ficar na cama e não sair.

- Sério Eduardo?
- Sim. A vontade das coisas era quase nada. Mas foi bom tudo ter terminado, como foi bom ter acontecido. Estou feliz, sinto-me assim.

Olhei para Sofia e ela sorriu, um sorriso sincero, meigo, afirmando tudo o que ela havia dito e tudo o que eu completei.
Dra Laura havia ficado emocionada com tal história e queria muito ouvir mais, porém já estava na hora de deixarmos o consultório.

- Enfim, uma história emocionante. Quero agradecer sua vinda menina Sofia e que possamos nos encontrar mais por aí.
- Eu que agradeço. Se tratando do meu amigo Du, faço tudo.
- Eduardo, nos vemos na semana que vem para você fazer sua última visita, certo? Eu ligo para sua casa para marcarmos.
- Ok Dra. Irei aguardar. Tchau!
- Tchau, queridos.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Divã - Capítulo 5


O CONVITE

Terminei minha conversa rápida com a doutora e logo liguei para minha melhor amiga.
Ela ficaria feliz em participar mais um pouco de minha vida.

- Sofiaaaa. – gritei com um ar de felicidade querendo muito que Sofia aceitasse meu convite.
- Oi Dudu, tudo bem? Faz um tempo que não nos falamos.
- Isso é porque estudamos juntos...

Muitos risos tomaram conta da conversa e conversamos de várias coisas, inclusive do namorado dela, o Marcos, que eu não gostava muito, porém aturava.
Sofia estava feliz, e para mim o que importava era minha melhor amiga estar tranqüila e se sentindo amada, além de estar amando.

- Mas você me ligou com muita euforia, aconteceu alguma coisa?
- Sim. Quero te fazer um convite importante.
- Diga, anjinho.
- Então, você sabe que estou fazendo algumas sessões com uma psicóloga, não é?
- Sim, eu sei. E como está?
- Muito bem e é sobre isso que queria falar com você. Ela está querendo conversar com uma amiga minha, no caso, tem que ser você.
- Comigo?
- Sim. Você.
- Mas porque eu?
- Você é minha melhor amiga. Nada como a melhor amiga para falar com minha psicóloga.
- Ok, quando e onde? – muitos risos novamente.
- A sessão será na sexta-feira, dia 26 às 17:30, pode ser?
- Sim, saio do cursinho, encontro-me um pouco com Marcos e logo depois estarei lá.
- Ta. Vou ficar te esperando na porta. É naquela clinica que fica há duas quadras da minha casa.
- Sim, sei qual é. Estarei lá, anjinho.
- Obrigado, minha amiga que amo.
- Também amo você.
- Beijos e até sexta.
- Heeeey, amanhã você irá ao cursinho?
- Ainda tô pensando.
- Você num toma jeito mesmo... Se bem te conheço, você deve estar com aquela carinha de piedade agora, do tipo cachorro pidão para que eu não brigue com você.
- Sim, exatamente com essa cara. – não me contive e logo soltei várias gargalhadas.
- Ok, então. Nos vemos. Beijos.
- Beijos, amo você.
- Também.

Divã - Capítulo 4



A SURPRESA


Meu quarto escuro com a janela e as cortinas fechadas. Era um local por hora abafado, mas que me remetia à felicidade de estar em um sono tranqüilo.
Ali eu estava.
Meu quarto era todo azul e continha muitos livros em cima da escrivaninha que ficava quase perto da janela, que por vez, era branca. Um guarda-roupa e uma cama faziam parte do cenário.
Aquele local, à noite, era a fonte de inspiração e também fonte para meus sonhos.

- Alô?
- Gostaria de falar com Eduardo?
- Um momento.
- Obrigada.

Simpática como sempre, Dra. Laura pediu para me chamar. Alguns segundos depois atendo o telefonema.

- Oi.
- Eduardo?
- Sou eu.
- É a Laura. Tudo bem?
- Tudo sim. Eu realmente estava aguardando sua ligação.
- Pois então, liguei para falar sobre a sua próxima sessão.
- Ah, sim.
- Sua próxima sessão será com uma amiga. Quero que convide uma amiga muito intima sua para que ela possa conversar comigo e com você, ok? Nós três juntos. Tudo bem para você?
- Ah, claro. Será um prazer levar uma amiga minha. – Dei sorrisos de alegria. – Irei ligar agora para ela.
- Ok! Então está combinado. E a sessão será na sexta-feira, dia 26 às 17:30. Qualquer coisa me liga.
- Ok, perfeito.
- Então, até sexta.
- Até sexta.

terça-feira, 16 de junho de 2009

EM BREVE!


Olá meus queridos blogueiros e leitores.

Estarei viajando com mudança para outro estado - Rio Grande do Norte. Portanto, ficarei uns dias sem escrever aqui no blog.

Outros capítulos da série "Divã" estarão prontos o mais rápido possível e serão colocados aqui.


Obrigado pelos comentários e visitas.


Em breve, voltarei.

Se quiser contato, por favor, mande e-mail ou para contato imediato (35) 8876-3089.


Beijos e abraços.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

"Divã" - Capítulo 3

RE-LEMBRANDO – parte 2

Fui à próxima consulta com minha psicóloga, a Dra Laura. Enfim, havia chegado à hora de contar os meus “problemas” a partir da adolescência. Lá estava eu, mais tranqüilo, claro, depois de duas sessões.

- Olá Edu! Tudo certo?
- Sim Doutora. Eu estou tranqüilo, mais calmo – sorri e dando-lhe dois beijos no rosto como saudação.
- Então, pronto para a próxima sessão?
- Sim. Hoje quero falar da minha adolescência. Acho que é a hora e será bom colocar algumas coisas para fora, igual da outra vez.

Ela sorriu e me ofereceu o divã, aquele sofá espaçoso, mas que quando eu ali deitava, sentia-me excessivamente confortável e protegido. Não sei exatamente o porque, porém apercebia-me acolhido naquele local. Comecei a contar sobre as coisas que já havia escutado e das que aprendi durante a minha adolescência. Logo em seguida, entrei no detalhe que muitos não gostam de falar ou escondem. O fato da minha opção sexual.

- Conte-me tudo. – disse olhando em meus olhos e aparentando estar muito mais interessada nesse assunto do que nos anteriores.

Pois é. Meus pais descobriram que sou gay. Descobriram de um jeito chato, mas pelo menos descobriram. Muitos já desconfiavam – inclusive meus pais, até mesmo que eu estivesse namorando. Eram apenas desconfianças. Quando eles tiveram certeza, ficaram sem falar comigo, foi uma época difícil para mim. Dentro da minha própria casa existia o preconceito e eu só fui perceber realmente isso quando cheguei a esclarecer tudo. Esclarecimento que me custou meses de choro, de tristeza, porém também de alivio. Sentia-me aliviado por não ter que esconder mais as coisas, a minha realidade. Com o tempo eles foram aceitando. Até fui ver meu namorado. E sabe quem foi comigo? Meu pai. Exatamente! O homem que durante algum tempo ficou calado, queria ver de perto quem era a pessoa que me fazia feliz. Dessa vez, sem preconceitos. Comecei a amar ainda mais meu pai. Ele, o durão da casa que nunca aceitaria isso, passou a aceitar. Passou a respeitar. Sem duvidas, o meu ídolo, meu herói.

- Quem era seu namorado?
- Essa é uma outra historia. Feliz, entretanto, melancólica em algumas partes.
- Depois você me conta. Pelo jeito te marcou e você ainda se recorda disso com muito carinho.
- Sim, com certeza. Aquele garoto foi meu amor. Aliás, é.
- Você fala com um brilho no olhar. É apaixonante. Mas me diga, onde esse seu ex mora?
- São Paulo. Não tinha lugar mais perfeito, não é?! – de repente muitas risadas.
- Nossa!!
- Pois é, meu pai me levou lá. Era a primeira vez que iria vê-lo depois de um ano de namoro, ou mais.
- E vocês namoravam por...
- Sim. Pelo MSN, pela webcam. Estranho, mas era.

Rimos juntos e apesar de meus olhos estarem cheios de lagrimas, eu estava alegre. Ela também sorria como se a historia tivesse acontecido com ela. Ficamos rindo durante um longo tempo, quando o relógio despertou avisando que o horário havia acabado, Dra Laura lamentou e claro, eu também. Eu estava tão à vontade. Tão à vontade como quando contei a minha melhor amiga que estava namorando esse garoto. Tão à vontade quando o vi pela primeira vez. Confortável.

- Tchau, doutora. Até mais. – acenei.
- Ligarei para sua casa para marcar a próxima sessão. Estou tendo uma idéia, depois lhe falo. Até logo! – também acenou entrando novamente em sua sala e fechando a porta.

sábado, 6 de junho de 2009

"Divã" - Capítulo 2


RE-LEMBRANDO


[Eduardo] Eu sempre me sentia bem com todos os estilos de amizade que eu tinha. Não parava muito para pensar em alguma atitude, ou algo que havia deixado de fazer ou falar.

Minha infância foi tranqüila, nada extraordinário.

Além das coisas que contei na primeira sessão, lembro-me bem de que meu pai, como até hoje, vivia viajando. Ele morou em várias cidades de estados diferentes e dependendo da onde estava, vinha quando dava. Cheguei várias vezes a ficar sem ver meu pai durante meses. Todos achavam, ou pelo menos a maioria das pessoas, que eu não dava por falta de meu pai. Eu até me recordo também das vezes quando ele chegava sexta-feira e passava o final de semana conosco para que no domingo pudesse viajar novamente, e eu ficava ali na porta, esperando ele passar só para que eu pudesse dar-lhe um beijo e me despedir. Logo depois, eu começava a chorar. Ficava em prantos quando meu pai ia embora. Minha mãe, coitada, abraçava-me e confortava-me. Não adiantava muito, no entanto, ela o fazia. Estava sempre ali.


Naquele momento, um choro descompassado tomava conta de mim. Eu não sabia se chorava pelas coisas tristes que lembrei, ou se ria pelas coisas boas.

Só sei que me vieram mistos de sentimentos e eu ficava ali, olhando para a Dra. Laura e não sabendo mais como me controlar.


- Calma. – estendeu-me a mão dando-me um lenço.

- Obrigado. – respondi estendendo o braço e pegando-o.

- Você culpa seu pai por algum comportamento seu na época ou de agora?

- Na verdade, não. Só queria que ele tivesse ficado mais tempo comigo.

- É, são grandes emoções. Você está bem?

- Sim, estou. Mais uma vez, obrigado pelo lenço.

- Sua sessão está acabando, mas antes queria que você ficasse com esse papel. Quando estiveres triste, é só lê-lo. Irá te ajudar.


No papel, havia uma citação escrita em caneta vermelha, com as letras bordadas parecendo de convite de casamento, dizendo assim: “Pouco importa o que aconteceu no passado – por mais cedo que tenha acontecido –, levante a cabeça e siga em frente. Um erro nunca persiste a vida inteira, a não ser que você sempre deseje isso”.

Ao ler, dei um sorriso largo e agradeci.

Senti um conforto por ter conseguido contar fatos que eu guardara por tanto tempo.

Apertei a mão da doutora Laura e saí pela porta, cantando, alegre, sorridente.

Dei um tchau para a secretária e desci pelo elevador.

Eu já não achava mais aquela sala estranha. Além de sentir-me bem na rua quando criança, agora também me sentia vivo e em meu próprio espaço ali dentro.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

"Divã" - Capítulo 1



O INÍCIO



Estou eu aqui.

Dentro de uma sala, com uma pessoa que nunca vi antes para contar meus problemas, anseios, desejos e trajetória de vida.

Chega ser engraçado!

Nunca imaginei que fosse me defrontar com essa situação que há tempos já não é mais tão peculiar como antigamente. Mesmo sabendo que não é tão incomum, eu sempre desejei não precisar estar numa sala toda decorada, com uma pessoa estranha e conversando sobre mim, sobre minha vida.


- Então... você é o Eduardo?

- Sim, sou eu. Por quê? Algo de errado?

- Não! – Respondeu de supetão. – Você já fez algum tipo de terapia ou de estudo com algum psicólogo?

- Não, é a primeira vez que venho em um médico de louco, se é isso que me pergunta.

Ela sorri e se desloca até a mesa de cafezinho para pegar um copo de água.

-Quer dizer que você acha que ser psicólogo é tratar de loucos?

- Sim. – olho de um lado para o outro com o desejo reprimido de se levantar e se ausentar daquela sala isolada de barulhos.

- Pois é. Então iremos conversar primeiramente disso.


Depois da longa explicação, ela perguntou-me se eu gostaria de beber um copo de água e se estava à vontade.

Como aquilo tudo me incomodava, eu permanecia calado para não falar alguma bobagem e acabar estragando a minha primeira sessão.

Eu estava deitado em uma poltrona – quase uma cama – vermelha, com algumas almofadas grandes, até que bem confortáveis, o mais conhecido como Divã.

Até que dessa parte eu não tinha muito do que reclamar. Tinha que reconhecer que apesar de estar bastante receoso de contar minha vida inteira, aquela “cama” era acolhedora e confortável. Porém, não era o suficiente.


- Eu sei que o senhorio não está muito à vontade nesta sala, eu também ainda não consegui me acostumar com ela. – disse com uma voz tranqüila com um toque de ironia. E também você não é o primeiro a estranhar e a ficar calado de uma hora para a outra. Cá para nós, a maioria dos pacientes que vem aqui pela primeira vez, fica com essa mesma cara e às vezes demoram sessões para falar alguma coisa que realmente interessa para o tratamento.

- Sim, eu entendo. Mas...

- Mas...?

- É que eu sou um pouco fechado dependendo da situação. E para ser sincero, essa é uma. Eu não sei exatamente como começar.

- Que tal começar do inicio? Essa é aquela parte que você começa falando como foi sua infância, como seus pais te tratavam, se você era um bom aluno... E se possível, rápido, porque já se passaram trinta minutos da sua primeira sessão e nada de falarmos de você. – completou com um semblante calmo e dando algumas risadas.

- Ok. Pode ser.

Logo comecei a falar de minha vida particular, contando as coisas que eu lembrava: do que eu gostava, o que eu fazia, como era o dia a dia.


Eu lembro que adorava brincar na rua quando era menor. Acordava às nove da manhã para fazer o dever e me aprontar para ir à escola. Para mim sempre foi uma festa esta parte de estar com meus coleguinhas.

Após sair do colégio, minha mãe ia me buscar e eu ia direto para a casa. Trocava de roupa e corria para a rua. Lá era meu lugar. Era o local que eu mais me sentia livre para ser quem sempre fui. Brincava de várias brincadeiras de rua: pique pega, bandeirinha estourada, pique esconde... Enfim, era o local ideal.

Se diversão não fosse uma coisa ou sentimento inanimado, essa seria eu.

Como eu gostava. Sentia-me livre. Sentia-me feliz.


- Eduardo?

Senti algo me cutucando e quando dei por mim era minha psicóloga.

- Oi. O que?

- Sua sessão acabou e... acorda! Você me conta histórias e viaja. – sorriu discretamente.

Dei uma gargalhada.

- A é? Perdoe-me! É que quando me lembro dessas coisas, me dá saudades. Pena que isso não pode voltar. Eu aceitaria me mandar para o passado e ficar por um tempo lá, recordando o tempo em que eu não tinha problemas e que tudo era um paraíso.

- Pois é. Mas isso não se faz possível ainda. Olha, vamos marcar sua próxima sessão para... Hoje é segunda-feira... Marcaremos para quarta, pode ser?

- Sim. Pode.

- Então está marcado. Vejo-te quarta-feira às três da tarde, ta?!

- Estarei aqui. E obrigado, realmente falar um pouco para um desconhecido pode ser a saída para muitas coisas.

Ela sorriu, eu também. E fui caminhando para a porta...

- Tchau! – ela disse.

- Até mais.


domingo, 31 de maio de 2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Nova Era

Uma nova Era começou.
A era da alegria, da satisfação, dos argumentos válidos, dos amores que virão.
Escolhas, determinações...
Agora é só fazer o que a maioria das pessoas fazem e que já até viraram clichês mundiais “correr para o abraço”, “gostar de quem gosta de mim”, “deixar de entender o mundo e se entender” e por aí vai.
Adoro parar para pensar em mim e principalmente, saber o que sinto diante de algumas pessoas.
Agora, quero diversão, curtição.
Agora, quero fazer de tudo: dançar, cantar, absorver o que o mundo tem para oferecer, e estar com pessoas que gosto.
O tempo.
O tempo é um santo remédio para qualquer coisa na vida, absolutamente qualquer situação. Eu achava que quando os mais velhos diziam “o tempo irá curar” fosse apenas mais um clichê que as pessoas sábias falam, mas sim, eu sou prova de que o tempo cura. Faz esquecer – não que eu tenha esquecido completamente– e define novos rumos.
O vento.
O vento faz as palavras serem carregadas para outros lugares. As minhas foram. Infelizmente, não adiantou muita coisa.
A água.
A água limpa, purifica. Leva também.
A terra.
Faz crescer, faz brotar, faz coisas lindas.
O fogo.
É paixão. Pode até virar amor – como o meu – mas pode talvez te queimar.


"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."
(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Um coração


Eu viajei em teus pensamentos e em teus olhos a partir do momento que te vi.
Não sei ao certo o que ocorreu. Mas o brilho de tua boca em contraste com a luz negra de qualquer lugar fez-me enxergar coisas que eu não enxergaria em mais ninguém.
Poderia ter me apaixonado por qualquer pessoa, por qualquer ser. E porque você?
Eu tinha várias escolhas, vários rostos e corações, várias personalidades... Mas não... Eu escolhi você, aliás, meu coração escolheu o seu.
Escolhi o mais difícil. Escolhi o que mais me entendia. Escolhi o que me fazia bem e quem eu poderia fazer bem.
Eu simplesmente me perdi nos teus atos, nos teus beijos, nos teus braços, em tuas idéias, no teu interior, no que eu achava estar certo.
Sim, eu me perdi.
Nada de arrependimentos, apenas muitas saudades.
Na areia eu escrevi nossas iniciais, mas no início eu me esqueci de uma coisa, de um detalhe: a maré poderia subir e apagá-las. Porém depois de pensar eu fiz questão de escrevê-las seguras. Onde? Dentro de um só coração... O que representa duas almas inseparáveis.

"- Eu te amo!
- E porque você me ama?
- Eu te amo porque você é meu. Porque você precisa de amor.
- Também te amo!
- E porque você também me ama?
- Eu te amo porque... pra entender o nosso amor ia ser preciso virar o mundo de cabeça pra baixo."
(Trecho do filme "Do começo ao fim", direção de Aluízio Abranches)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sou assim...


Sou aquele que canta, dança, acorda, dorme, viaja, delira...
Sou o que tem de melhor e o que tem de pior...
Sei ser gentil, orgulhoso, mestre, aluno, “mandão” e obediente.
Pensando bem...
O mais importante de tudo, é ser quem sou.
Sou assim: um pouco de cada coisa.
Na medida do possível: pecador e santo.
Não tão santo quanto parece, acho que sou mais um diabo.
Uma coisa estranha, talvez não identificada.
Gosto de rock, salsa, merengue, pop, ballet e também um belo teatro.
Não deixo de ouvir música, mas também curto um silêncio.
Silêncio imediato nunca. Barulho eterno, jamais.
Prefiro uma coisa mediana. Nada medíocre apenas mediana.
Sou força e fraqueza.
Gosto de falar e calar.
Prefiro os venenos, às vezes um bom remédio.
Coisas fortes e frágeis.
Aliás, GOSTO DO QUE ME FAZ BEM!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Por quê?


Por que sempre achamos que um relacionamento não é duradouro?
Por que quando nos apaixonamos de verdade, sempre vem o pensamento “isso TEM que durar para sempre”?
Por que temos medo de perder aquela pessoa que dedicamos uma vida?
Viver grandes momentos basta para que nossa vida tenha lembranças que nos agrade.
É engraçado como as coisas acontecem.
Quando não temos ninguém, estamos preocupados em ter. Quando estamos acompanhados, parece que tudo conspira contra aquilo e tem uma hora que destruímos tudo, mesmo sem notar.
Qual é a formula para o amor eterno?
Quanto é a dosagem de ciúmes numa relação?
Nessas perguntas, surgem outras...
O que devemos fazer? Quando devemos fazer? Como devemos fazer?
(risos)
As coisas parecem tão complicadas, mas quando olhamos bem, com profundidade, descobrimos que o pequeno é o suficiente para que possamos ser felizes e para fazermos o próximo feliz.
Um carinho, uma atenção, um beijo, uma simples piscada de olho, uma rosa, um café da manhã, um ato de puxar a cadeira num jantar, o ato de fazer amor (dar prazer)...
É... o amor é mesmo assim.
Confundível e inconfundível. Complicado e simples. Medroso e confiante. É vida e “morte”.


"Veja o mundo num grão de areia, veja o céu em um campo florido, guarde o infinito na palma da mão, e a eternidade em uma hora de vida!" (William Blake)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Só pense...

Estou escrevendo com uma caneta de pena em uma folha que reflete de alguma forma tudo o que vive no passado. A escuridão da minha vida, a fumaça impregnada nos meus passos e nos meus atos.
Escrevo nessa folha para que as lembranças que estão rasas em minha vida sejam profundas.
É necessário cultivar lembranças boas e ruins: as boas, para que recorde com alegria de um momento que pode nunca mais voltar; já as ruins, recordar os momentos difíceis e que você aprendeu algo fazendo a coisa errada.
Não canto para todos. Canto apenas para mim. Porém, escrevo para todos. Sobretudo, para meu entendimento, para meu amor, para minhas tristezas, para as minhas alegrias. Esses sim são os sentimentos que devo apaziguar quando coloco uma caneta na mão e faço meu show.
Apaziguar meus sentimentos e minhas esperanças é o que mais quero neste momento. Às vezes dependo de você, entretanto no próximo minuto vejo-te diferente. Não é mais necessário.
Vejo minhas folhas se acabarem, mas as palavras estão apenas começando a sair do coração, a transpassar pela pena e chegar a todos – necessariamente a você. Quem sabe ainda estarei vivo amanhã para dizer o que sinto, o que vejo...
Pode ser tarde! Você também me deixou tanto tempo esperando, escrevendo, pensando... Por que agora não deixar para amanhã o que poderíamos já ter feito há algum tempo? Só “pense no que simboliza uma porta aberta”.

“(...) Não estou brincando. Pense bem. O que seria qualquer civilização sem as portas? Pense no que uma porta fechada é capaz de esconder: lágrimas, relacionamentos íntimos, escândalos, assassinatos, mistérios, segredos de família, segredos de Estado. (...) Os amantes também. Inversamente, pense no que simboliza uma porta aberta: um convite à casa de alguém, ao coração de alguém, a entrar numa cozinha, numa sala de jantar, num cofre bancário, até (...) num quarto. (...)”
(Thrity Umrigar - "A Doçura do Mundo")

terça-feira, 10 de março de 2009

E-mails com amor!

Você não sabe o quanto imagino, nós dois juntos em nossa casa, em uma viajem, em um almoço, em um jantar... Sabe o que é dizer “te amo” várias vezes por dia e não se cansar?
Temos tudo para termos uma vida maravilhosa, perfeita; não quero que alguém estrague o que pode ser uma perfeição. Temos tudo para sermos o casal mais bonito e romântico que já existiu. Quero tanto você!
As lágrimas vão chegando a meus olhos e vão sendo derramadas aos poucos. Quando recebi a notícia de que você iria viajar, fiquei tão triste, chateado, queria na verdade ir atrás. É tão duro vermos a pessoa que amamos sair e não poder acompanhá-la.
Às vezes eu choro por felicidade e muitas por tristeza também. Alegria, porque eu de certa forma “estou” com você e te amo; tristeza, porque eu queria fazer parte da sua vida por completo.
Eu me pergunto em algumas situações: quando isso irá acabar? Quando eu poderei ficar junto da única pessoa que em segundos consegue tirar um sorriso largo?
Quando você diz que me ama, eu fico tão feliz. Quando você fica bravo comigo ou eu com você, me apaixono ainda mais. Quando você comete seus erros e me deixa nervoso quase querendo pular no seu pescoço... Isso é maravilhoso!
Você tem um jeitinho tão fofo de falar comigo: quando brigamos ou discutimos. Seu jeito é tão mágico e tão fofo que acabo ouvindo apenas você.
Agora, eu choro!
[Texto baseado em trechos de e-mails trocados por duas pessoas apaixonadas]

quarta-feira, 4 de março de 2009

Ourives

Chega a ser engraçado o tanto que as aparências enganam.
Pode até ser comparada a ouro.
Por quê?
Simples!
Se olhássemos o ouro na sua forma original (aquela pedra sem brilho, negra, sem lapidação) não pararíamos para pegá-la. Em contrapartida, quando paramos em uma loja de ouro e pedras preciosas, o que vemos? Uma pedra reluzente. Não negra. Bela. Bela como a face de uma princesa dos contos de fadas. Bela como a lua iluminando aquela noite que parecia perdida. Bela como o sol.
Esse é o trabalho de um ourives.
Enxergar beleza no que é feio. Enxergar o que os olhos de cobiça não conseguem. Enxergar o que a maioria dos humanos não consegue: magnitude e delicadeza.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Colecionador de Sonhos

Colecionei os sonhos mais brilhantes de toda uma vida. Sonhei com você!
Sonhei com nossos filhos, sonhei com uma vida “perfeita” onde eu pudesse compartilhar não só a cama com a pessoa amada, mas uma vida inteira.
Colecionei amigos, flertes, viagens, jantares românticos... Sonhei com casamento. Um casamento com brigas, porém com reconciliações e romantismo.
Colecionei jovialidade eterna. Não com a idade, mas sim com os pensamentos e preceitos.
Creio não ter colecionado sonhos em vão, foram destruídos talvez. Entretanto, serviram para eu sonhar mais. Sonhar como um adulto que espera novamente ser uma criança. Que espera para sonhar novamente.

  • [Escrito às 3:00 da madrugada do dia 05/02/2009.]

domingo, 25 de janeiro de 2009

Alô!

[Ao telefone...]
[Tuuuu... Tuuuuu... Tuuuu...]
- Alô!
- Oi... Queria falar com você...
- Claro, pode fa...
- Já comecei a roer todas as minhas unhas. Cada minuto que nos falamos é como se eu te tivesse novamente. Sentir seu perfume, seu cheiro, suas mãos, seus lábios, sua boca... Era o que eu mais queria neste momento. Você me inspira em tudo: na vida, no amor, em textos, em desenhos; nas coisas que escuto, vejo, falo... Você é você e acabou!
[Chorando]
- Seu jeito de me olhar, de falar comigo, de falar de mim. Cada regra que você colocou em minha vida está intacta como se nada tivesse saído do lugar. Não adianta enganar o tempo nem o coração. Está ligado a mim.
- Eu?
- É, você mesmo! Enquanto fico roendo minhas unhas penso em te encontrar. Possuir-te igual fiz um dia. O primeiro a defender-te. O primeiro a parabenizar-te. O primeiro a descrever-te sinceramente. O primeiro a vibrar com cada sonho realizado. O primeiro a dizer que...
[Tu. Tu. Tu.]
[Telefone toca]
- Por que você desligou?
- Besteira minha te ligar para falar essas coisas. É seu aniversário e eu ainda nem te dei parabéns, só por mensagem.
- Não é besteira, termine de falar. O primeiro a dizer o que?
- Nada, esquece! Parabéns, que você seja muito feliz que Deus te abençoe, meu querido.
- Obrigado, mas eu quero saber, o primeiro a que?
- A dizer que... Deixa pra lá! Não vai adiantar mesmo. [risos de nervosismo]
- A que? Por favor, me fale! Dizer o que?
- A dizer que... que... que TE AMA COMO NUNCA AMOU NINGUÉM!
[Tu. Tu. Tu. Tu.]
[“Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará...”]
[Um choro]
[Mais um choro]


  • "Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever." (Clarice Lispector)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Essa é a lei!

Essa é a lei: diferentes para podermos conviver!
E assim vamos vivendo e vivendo.
Sem prestar contas a ninguém.
A vida fica bem mais simples quando as pessoas ao nosso redor são diferentes.
O problema é que o ser humano, no geral, adora colocar obstáculos onde não tem.
E isso é o que deixa as relações difíceis e às vezes até sem graça, sem sal.
Você pode dizer-me que nada acontece em sua via, mas acontece sim.
O fato de estar lendo meu texto, já é um grande acontecimento. Acredite!

;)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

UFRN 2009 - Eu estou lá!


Yeaaaaah, exatamente isso que vocês estão vendo...

Eu passei!

Realizei mais um de meus sonhos: fazer o curso que sempre desejei.


Meu nome está lá na lista do segundo semestre, as aulas começam dia 10 de agosto, ainda terei um "tiquin" de férias. Vou poder curtir minha casa, meus amigos, meu antigo colégio, acordar tarde... Mas depois, é muito estudo e tratar de se formar o mais rápido possível. Sem dúvidas, uma das coisas que mais gosto de fazer é passar o que sei, e FAREI ISSO!


Obrigado a todos que confiaram em meu potencial, os que sempre estiveram elogiando meus textos e meus feitos.

Espero que este ano seja mais calmo, mais ameno... Com grandes espetáculos da vida! Agradeço a Deus também e a minha família.


Um beijo para todos que visitarem meu blog e para os amigos de boa fé!

;)


E sim, meu teclado não tem Print screen.

\\o

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Vestindo Vermelho e Branco

Resolvi vestir vermelho e branco.
Não que eu tenha decidido fazer da minha vida uma guerra... Não se esqueça que eu também estava de branco.
Branco em cima, vermelho embaixo.
Branco para a paz que terei - ou assim espero. Vermelho, talvez a luta de mais um ano: as decepções, o amor mal resolvido, as coisas que enfrentarei...
Dois mil e nove vem com a excelência de um rei, com a essência do mar misturado com o belo cheiro de flores do campo.
Cheio de surpresas, pessoas novas, caminhos novos...
Quero ter sorte! Aquela sorte de quem tem a felicidade de uma borboleta pousando em seu ombro, a felicidade de quem viu a pessoa amada, a mesma felicidade de quem vive intensamente cada segundo da vida como se fosse o último.
Que nesse ano, venha a conscientização em mente, que nossas vidas sejam conduzidas com muito cuidado, porém com progressos.
Resolvi fazer diferente.
Vermelho e Branco. Nada de champagne, mas sim purificação nas águas do mar, com Iemanjá.
Purificação para o novo ano, para uma nova vida com pensamentos reorganizados, outros diferentes.
Vivamos dois mil e nove!